terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fin del mundo - Dia 09 - Puerto Santa Cruz

25/08/2014 - dia 09

Saímos cedo de Trelew e a ideia era viajar o máximo possível com condições seguras. Quanto mais ao sul, maior a possibilidade de nevar ou ter gelo na pista. Todos os dias pela manhã, eu olhava o site do governo argentino que falava sobre as condições das rutas nacionais. Durante a noite sempre havia gelo na pista em alguns trechos, por isto, era essencial viajar apenas pelo dia. No ínicio da manhã também havia resquício de gelo noturno.

Passamos por cidades importantes como Comodoro Rivadavia e Caleta Olivia, que são litorâneas, com vários trechos de estrada a beira mar, porém com o um vento gélido, fazendo as temperaturas chegarem próximo a 0º C. Esta é uma região de exploração de óleo e gás em campos terrestres, cujo gás é de suma importância para manter a calefação nas casas e comércio.

Como dito no post anterior, a gasolina a partir de Sierra Grande é subsidiada pelo governo. Na província de Santa Cruz estava em torno de 10 pesos o litro. Alguns lugares, 9 e pouco. Ou seja, menos de 2 reais com câmbio que fiz em Buenos Aires. Devido às "retas infinitas", andei quase sempre em velocidade de 120 km/h, e o consumo foi lá em cima. A média 16 km/litro foi um sonho. O real deve estar em torno de 11 a 12 km/l. Carro com maleiro de teto + ventos patagônicos sofre demais.

O Sr. Jhuan, mais uma vez, disse que conseguiria hospedagem na cidade de Puerto Santa Cruz, uma cabaña da prefeitura, de graça, com banheiro, calefação e duas camas. 

Chegando nas cabañas (35 km fora da ruta 03, em sentido litoral), o filho do zelador disse que havia uma disponível, mas teríamos que ir até o centrinho, na Hosteria Municipal pegar a chave.

Então, lá fomos nós. Chegando na tal hosteria, um lugar muito agradável, entramos. Enquanto o Sr. Jhuan pedia as chaves, eu logo vi um papel colado na parede com o nome da rede wi-fi e a senha. Tirei uma foto e fui para o lado de fora ligar para minha noiva. Enquanto falava com ela, vi pelas portas de vidro que o Sr. Jhuan discutia com a recepcionista. O problema todo foi que não havia mais cabañas disponíveis e o Sr. Jhuan entrou em discussão com a mulher, dizendo que o filho do zelador disse que havia. Ficaram nesta confusão uns 5 minutos. A garota da recepção ligou para a "chefa" dela que veio de carro de algum outro lugar e tentou explicar para o Sr. Jhuan que não havia mais cabañas, mas ele não entendia.

Após desligar o telefone fui lá ver o que estava acontecendo e a mulher me explicou tudo e disse que só havia uma cabaña particular por 350 pesos, cerca de R$80 com duas camas, banheiro e calefação. Para resolver o problema, já que passava de 21h e o frio era cada vez mais sinistro, pois estávamos mais próximos do sul, falei com a mulher que ia ficar com a tal cabaña particular. O Sr. Jhuan continuou discutindo com a mulher. Quando fui fazer o pagamento, ela pediu para eu esperar. Pegou a chave de um quarto da própria Hosteria Municipal e me levou ao mesmo e disse que poderia fazê-lo por 300 pesos, só que a água quente da pia do banheiro estava com problemas. 

Na altura do campeonato, isto não era problema nenhum. Era tarde, estava muito frio, a cabaña particular ficava longe e ainda era mais barato. Ficamos ali mesmo, o quarto tinha 3 camas de solteiro calefação e  desayuno incluído. A água do chuveiro era quente, então a da pia não faria tanta falta. 

Após acomodarmos as malas,  fomos lanchar. O Sr. Jhuan pagou o lanche com seu cartão de crédito, 3 empanadas para cada, compradas em um restaurante e uma cerveja Quilmes 500ml para cada, comprados em um kiosco. Compramos e voltamos para a Hosteria. 

Entrei e fui para o quarto comer. O Sr. Jhuan teimoso, foi para o restaurante da hosteria. Eu disse que não iria, pois ia dar mais confusão. Ele insistiu e foi sozinho. Não deu outra, o dono do restaurante o fez sair, dizendo que só podia consumir ali, o que fosse comprado ali. Ele chegou todo sem graça no quarto, hehehe.

Faltava pouco para chegar em Ushuaia, talvez só mais um dia de viagem.

É possível ver a linha do horizonte no fim da reta

Passando por Comodoro Rivadavia, indo para Caleta Olívia

Estrada beira-mar

Chegando em Caleta Olivia

Homenagem aos Petroleiros.

Temperatura

Exploração de óleo e gás bem próximo a Ruta 3

Ir de carro é tranquilo, aventura mesmo é ir de bike.

Pôr-do-sol na estrada, Puerto San Julian

Gran Bajo San Julian

Tem internet em tudo quanto é posto e hotel. A Argentina é muito bem servida de internet.

Restaurante da Hosteria Municipal

domingo, 24 de agosto de 2014

Fin del mundo - Dia 08 - Trelew

24/08/2014 - dia 08

Levantamos por volta de 08:00 h, e saímos às 09:00 h pois, devido ao inverno, o dia demora para clarear e como estava chovendo muito, o melhor é dirigir com luz do sol.

Já na cidade de Sierra Grande, a gasolina fica mais barata, pois é subsidiada pelo governo, variando entre 8 e 10 pesos, o litro. Nas cidades anteriores variava de 12 a 16 pesos, o litro.

Saímos de Pedro Luro com destino a Puerto Madryn, onde eu queria fazer um passeio de barco para ver as baleias assassinas de perto, as Orcas comendo os leões marinhos, bem próximo à costa. Mas não foi possível devido ao fato que, as baleias ainda não tinham chegado à região, bem como os leões marinhos.

Seguimos e depois de rodar mais trocentos quilômetros, paramos em uma estacion de servicio da Petrobras, na cidade de Trelew, província de Chubut, na qual perguntamos a distância para próxima cidade e se havia hospedagem no caminho. O frentista disse que não havia mais paradas nos próximos 200 quilômetros e como estava anoitecendo, resolvemos ficar na cidade.

Sentamos no minimercado, tomamos um café enquanto usávamos a internet para tentar achar um local para ficar em Trelew mesmo. O funcionário do café tentou ligar para um hostel, mas só dava ocupado. Então pegamos o endereço e fomos através do GPS e conseguimos chegar ao Hostel El Agora, no centro da cidade.

Eu paguei minha hospedagem e o Sr Jhuan pagou a dele, menos mal. Só que ele não tinha dinheiro em espécie, o famoso efectivo. Então andamos algumas ruas  em direção a praça central para achar o banco que ele possuía conta.

A cidade é bonitinha, tem universidade, cassino, grandes concessionárias, supermercados e várias outras lojas.

Voltamos para o hostel e no caminho passamos no La Anonima (rede de supermercados) que ficava a uma quadra do hostel.

O supermercado é grande e possui uma praça de alimentação onde comi em um restaurante no qual se paga valor fixo pelo tipo de rampa que você passa. Se passar pela rampa de salada, massas e carne, paga-se o valor x + y + z, referente a cada uma delas, respectivamente.

O problema é que o arroz é servido como salada e é frio, horrível. Quando estava saindo que vi um microondas disponível para uso de qualquer um  no meio da praça de alimentação. Desde que passei pela fronteira não comia carne, arroz e feijão.

Seguimos para o hostel, onde tomei um banho e usei internet. O local é agradável, com música ambiente nos cômodos comuns. O único problema é que não tinha garagem.

Perguntei ao Damião (funcionário da noite) se era seguro deixar o carro do lado de fora, em frente ao hostel ou se era melhor procurar um estacionamento. Ele disse que não tinha estacionamento pago por perto e que já tinham quebrado o vidro do carro dele, que ficava em frente, para furtarem o que estava lá dentro. Recomendou que eu tirasse qualquer coisa que tivesse dentro. Aleguei que tinha película e que não dava para ver dentro, mas ele disse que os "bichos são espertos", usam lanterna para olhar dentro, mesmo com película.

Como havia muita coisa minha e da minha noiva, mais acessórios para o carro e não dava para tirar tudo de dentro do mesmo e do maleiro de teto, resolvi dormir no carro. Armei a cama e lá dormi, a fim de não ter dor de cabeça com furtos. Porém vi que é extremamente difícil dormir no frio. Eu em si, estava bem aquecido, pois dormi com uma roupa de frio básica e saco de dormir (micro pluma) da Trilhas & Rumos para zero grau. Porém o rosto ficava de fora, e o ar que respirava era muito gelado, gerando incômodo.

O consumo de combustível neste dia foi muitooooooo alto, devido aos fortes ventos patagônicos que quase tiram o carro da pista.

Estacion de Servicio Petrobras em Trelew, Chubut

Cassino em Trelew, Chubut

Universidade em frente ao Cassino, Trelew, Chubut

Cama que teoricamente eu iria dormir, com calefação.

Praça de alimentação do La Anônima de Trelew, Chubut

sábado, 23 de agosto de 2014

Fin del mundo - Dia 07 - Pedro Luro

23/08/2014 - dia 07

Amanheceu com muita chuva em Azul. Acordei às 09:00  e o Sr. Jhuan Carlos que estava hospedado no quarto do camping puxou assunto comigo. 

O Sr. Jhuan tem 72 anos e é aposentado. Trabalhou em um cassino em Mar del Plata, onde nasceu. O tal cassino foi o maior das Américas, antes de Vegas tornar-se famosa. Ele ainda disse que viajou o por quase todo o Brasil, durante 3 meses, utilizando ônibus gratuitos concedidos pela estatuto do idoso. Estava no Brasil, desde antes da copa do mundo. 

Após umas duas horas de papo, esperando a chuva passar, ele disse que estava voltando para Mar del Plata, para visitar os filhos. 

Só que após saber que eu ia para a Tierra del Fuego, perguntou-me se eu podia dar uma carona a ele até Ushuaia. Fiquei sem jeito de dizer não e fui tentando convencê-lo a não ir, já que estava tanto tempo fora de casa e os filhos o esperavam.

Decidido a ir, lhe dei carona por 2.800 quilômetros, até Ushuaia, fin del mundo. Quando fui ajudá-lo a por a mala no carro, um dos meus celulares caiu e quebrou. Primeiro prejuízo. 

O problema todo viria depois, pois ele não tinha dinheiro para hospedagens e viajava pedindo hospedagens em alguns lugares como albergues, ou dormindo em rodoviárias, casas de ajuda, corpo de bombeiros, etc.

Descemos pela Ruta 3 e passamos por Bahia Blanca, ainda na província de Buenos Aires, onde paramos para abastecer e comprar um lanche no Carrefour. O frio era intenso, quase 0º e com ventos fortes.

Seguimos viagem e entramos na província de Rio Negro, já na região patagônica, com destino a cidade de Viedma e na sequência Puerto Madryn, para ver as baleias que estavam por chegar.

Depois de horas de estrada e chuva, sem condições seguras de prosseguir, paramos antes de Puerto Madryn, em uma cidade chamada Pedro Luro. O camping da cidade estava alagado, devido as chuvas e dormirmos em um hotel beira de estrada. Sobrou para eu pagar 500 pesos, cerca de R$90 pois consegui um câmbio de 12,80 pesos por real. 

A internet do hotel estava com problemas, tinha queimado o roteador devido a queda de um raio. Então fui até uma estación de servicio Shell ao lado do hotel, para usar internet, falar com a patroa e comer. Ainda comprei um lanche para o Sr. Jhuan, pois estávamos em jejum. Não tínhamos tomado café, nem almoçado.

Piloto automático manual

Retas infinitas

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fin del mundo - Dia 06 - Azul

23/08/2014 - dia 07

Amanheceu com muita chuva em Azul. Acordei às 09:00  e o Sr. Jhuan Carlos que estava hospedado no quarto do camping puxou assunto comigo. 

O Sr. Jhuan tem 72 anos e é aposentado. Trabalhou em um cassino em Mar del Plata, onde nasceu. O tal cassino foi o maior das Américas, antes de Vegas tornar-se famosa. Ele ainda disse que viajou o por quase todo o Brasil, durante 3 meses, utilizando ônibus gratuitos concedidos pela estatuto do idoso. Estava no Brasil, desde antes da copa do mundo. 

Após umas duas horas de papo, esperando a chuva passar, ele disse que estava voltando para Mar del Plata, para visitar os filhos. 

Só que após saber que eu ia para a Tierra del Fuego, perguntou-me se eu podia dar uma carona a ele até Ushuaia. Fiquei sem jeito de dizer não e fui tentando convencê-lo a não ir, já que estava tanto tempo fora de casa e os filhos o esperavam.

Decidido a ir, lhe dei carona por 2.800 quilômetros, até Ushuaia, fin del mundo. Quando fui ajudá-lo a por a mala no carro, um dos meus celulares caiu e quebrou. Primeiro prejuízo. 

O problema todo viria depois, pois ele não tinha dinheiro para hospedagens e viajava pedindo hospedagens em alguns lugares como albergues, ou dormindo em rodoviárias, casas de ajuda, corpo de bombeiros, etc.

Descemos pela Ruta 3 e passamos por Bahia Blanca, ainda na província de Buenos Aires, onde paramos para abastecer e comprar um lanche no Carrefour. O frio era intenso, quase 0º e com ventos fortes.

Seguimos viagem e entramos na província de Rio Negro, já na região patagônica, com destino a cidade de Viedma e na sequência Puerto Madryn, para ver as baleias que estavam por chegar.

Depois de horas de estrada e chuva, sem condições seguras de prosseguir, paramos antes de Puerto Madryn, em uma cidade chamada Pedro Luro e dormirmos em um hotel beira de estrada. Sobrou para eu pagar 500 pesos, cerca de R$90 pois consegui um câmbio de 12,80 pesos por real. 

A internet do hotel estava com problemas, tinha queimado o roteador devido a queda de um raio. Então fui até uma estación de servicio Shell ao lado do hotel, para usar internet, falar com a patroa e comer. Ainda comprei um lanche para o Sr. Jhuan, pois estávamos em jejum. Não tínhamos tomado café, nem almoçado.

Piloto automático manual

Retas infinitas

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Fin del mundo - Dia 05 - Buenos Aires

21/08/2014 - dia 05

Saí de Tacuarembó, UY às 09:12 h após tomar um desayuno fraquinho, servido pelo hotel, sendo que o quarto também era fraquinho. A aduana de Paysandú é integrada a da Argentina, o que facilita os trâmites. Cheguei, apresentei os documentos e fui liberado. Foi muito rápido. Três metros à frente, fui parado pela inspeção. Olharam o maleiro de teto e perguntaram para onde eu ia, se ia sozinho, por que ia sozinho tão longe e mais umas dez perguntas, sendo liberado em seguida. O cara ficou espantado quando falei Ushuaia. Acho que por estar de Uno. 

Ainda no Uruguay, coloquei o restante de pesos uruguaios em gasolina, 500 pesos, 11.97 litros. 

Assim que passa pela aduana, tem um pedágio de 100 pesos argentinos. Sorte que eu tinha 400 pesos do ano passado, de quando fui à Foz. 

Dos 300 pesos argentinos, que sobraram, coloquei 200 pesos em combustível, já na Argentina, que renderam 14.4 litros. Entrei em Gualeyguachú, uma cidade simpática e agradável, para comprar o tal cambão. Achei por 85 pesos na Ferrari Repuestos, no centro, e então me restaram apenas 15 pesos. 

Paguei um pedágio de 14 pesos e me restou apenas 1 peso. Vacilei em não esperar o câmbio abrir em Gualeyguachú. Passei por outro pedágio de 16 pesos e o cara aceitou dólar, depois de formar uma fila gigante. Total 2 dólares, sem troco, o que dava 17 pesos no câmbio oficial. No paralelo daria uns 25 pesos. 

Saindo do pedágio a polícia me parou e pediu para abrir porta malas, duas malas e o maleiro. Perguntaram onde eu ia e o policial falou que eu estava animado. O segundo policial perguntou para o primeiro: _ Es brasilero? E começou a me sacanear por causa da Alemanha na copa do mundo. Falei que estava torcendo para Argentina na final. Eles me zuaram mais um pouco e me liberaram. 

Parei em um local na estrada onde tinha uma estação de ônibus e troquei R$20 por 90 pesos para pagar os demais pedágios. Cheguei em Buenos Aires apenas com 72 pesos, quase sem combustível, sem lugar para ficar e sem internet para procurar onde ficar. Fui à um shopping (não fazia câmbio por lá) de Buenos Aires, para usar internet do local e saí rápido, a fim de pagar pouco de estacionamento, para usar o restinho do dimdim para por combustível para chegar até um hotel. Nenhum posto aceitava reales ou dólares. 

Na hora de pagar o estacionamento, descobri que era gratuito por 2 horas. Eu tinha tempo para procurar um hotel, mas segui. Hotéis em Buenos Aires, não tem garagem, são raros os que possuem. Fui em busca do Ibis Obelisco, por R$170 a diária. Quando entrei pela rua paralela, achei outro hotel, com portaria bonitinha e resolvi perguntar o preço. 

Parei o carro na frente de outros carros, por volta de 19:50 h e nem reparei as placas, pois a rua é uma zona de placas. Não demorei um minuto para entrar no hotel e perguntar o preço e se tinha garagem. O atendente disse que tinha quarto, mas não tinha garagem, porém tinha estacionamento em frente. Nisto ele perguntou onde eu tinha parado e falei do outro lado da rua. O atendente disse: _Corre corre. E eu fui, pensando que estavam roubando o carro, mas era o guincho, já preparando para levá-lo, pois ali era área de embarque e desembarque de passageiros de hotéis da quadra toda. 

Tremi e falei que eu tinha ido perguntar o preço do hotel, que tinha acabado de estacionar. O FDP do peão disse que não tinha jeito, que tinha que pagar boleto, que devia falar com um outro sujeito que estava apenas olhando. Tentei explicar, mas ele era arrogante. Então fui até o outro cara, cumprimentei-o, estendendo a mão e expliquei a situação, elogiando-os, dizendo que são muito ágeis, pois não havia 40 segundos que eu tinha parado ali e que a placa era escura, diferente do padrão do Brasil e da própria cidade, pois a placa saia da parede de uma loja. 

Ele nem questionou e falou para os peões saírem. Porém os dois peões continuaram falando e não queriam tirar o guincho. O atendente do hotel então veio e começou a discutir com os peões. Eles falam muito rápido, não entendia nada. Enquanto isto, com medo do que poderia acontecer, perguntei ao "líder" deles novamente se estava tudo certo e ele disse que sim, mandando os peões vazarem. Tirei o carro rapidamente e já coloquei no estacionamento. 

Quase que a viagem acabava ali, naquele momento, pois como eu saberia que foi rebocado? Iria achar que foi roubado e com todas as roupas, câmera, computador, acessórios, etc. Tudo estava dentro, ia acabar com a viagem.

O peão queria por que queria que eu pagasse o boleto. Ainda bem que o líder deles era mais sensato. Moral da história: fiquei no hotel que o atendente me ajudou, por 290 pesos, com pagamento em reales(5 pesos por real = 58 reais.). O estacionamento ficou por 94 pesos 24 horas. Como não tinha mais pesos, paguei na hora de tirar. Depois do estresse de arrumar hotel, ficar sem internet, o jeito foi dormir,  que o no próximo dia tinha que fazer câmbio e vazar da cidade e continuar a  saga da viagem ao fin del mundo.

Como alterei o roteiro e a viagem rendeu bem, cheguei antes do programado e fiquei na merda. planejamento falho. Nota: cumprir locais de parada, mesmo que adiante ou fazer melhor a programação.
Fronteira Paisandú, Uruguay - Colon, Entre Rios, Argentina.


Eu precisava de um motorhome destes, com motocicleta e tudo.

Quase chegando à Buenos Aires.

Auto Pista em Buenos Aires - Velocidade máxima.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Fin del mundo - Dia 04 - Tacuarembó

20/08/2014 - dia 04

Saí de Pelotas às 08:30 h com destino a Jaguarão. Mudei o trajeto devido aos atrasos do câmbio do segundo dia e às previsões de neve na estrada no sul da Argentina, que poderiam impactar na chegada no prazo certo em Ushuaia. 

Em Jaguarão, fui a PF e disseram que não tem que fazer nada para sair do país. Então segui para a Receita Federal e também disseram que não há o que fazer. A PF fica atrás da Receita, na rua principal. 

Fiz o seguro carta verde na Retimex, a qual, também, fica na rua principal. R$270 para 45 dias. Só aceitam dinheiro em espécie. 

Aproveitei para fazer o último saque em moeda nacional na praça principal e habilitar os cartões para uso no exterior. 

Atravessei a fronteira e entrei em Río Branco, onde passei por várias lojas ao estilo "free shops", porém não comprei nada, pois era início de viagem e não sabia ao certo o quanto ia gastar durante todo trajeto da viagem. Minto, na verdade comprei sim, pneus. 

Como a loja de pneus estava fechada,  voltei para o Brasil, pois me sentia mais seguro para esperar e retornei às 14:00 h à Río Branco,  onde troquei os dois pneus dianteiros por R$500 (os dois), Michelin energy xm2, com balanceamento incluso. Não achei tão barato como diziam. Em JF, está R$290. Mas comprando no Wallmart, 4 pneus, sai por R$247 utilizando a promoção do Premmia Petrobras. 

Fiz câmbio de pesos uruguaios somente para pagar pedágios, comida e hospedagem. Detalhe, a casa de câmbio, já em Río Branco, fazia câmbio de dólar (real por dólar), e hoje estava R$2,34. Ou seja, mais barato que o que paguei no BB(R$2,36). 

Na aduana, que fica alguns quilômetros após a cidade, estacionei o carro e entrei na sala onde entreguei os meus documentos e do veículo, junto com uma ficha pequena que preenchi na hora e fui liberado. Sem vistoria. Segui viagem e parei as 19:30 h em Tacuarembó, UY para descansar. 

Em um posto de gasolina comprei iogurte e bolachas para comer, pois não sabia se iria encontrar comida aquele horário, já era tarde e quase tudo fechado. 

Difícil achar hotel nesta cidade, praticamente todos lotados ou muito caros, do tipo 300 reais a diária. Fiquei em um hotel no centro da cidade, nem lembro o nome, mas era ruim, cheiro de mofo, mas foi o que encontrei para apenas algumas horas de sono com preço "baixo", R$80.

Pelo menos pegava canais brasileiros e pude assistir à um jogo do campeonato brasileiro.

Ponte da fronteira Brasil-Uruguay

República do Uruguay

Pôr-do-sol no Uruguay, algum lugar da estrada

Bolachas com chocolate(real) e iogurte com pedaços de fruta. Muito bom. (jantar)